A gente perde tantas boas oportunidades de adquirir conhecimento, ou talvez por falta de cultura do carioca em si. Digo o carioca, pois só me vejo em condições de questionar o meio em que eu vivo e as pessoas que me rodeiam. Fico pensando, quantas vezes você já parou pra ver a programação de exposições de arte ao invés de olhar uma lista amiga de balada? Não… Nem de longe venho aqui ser hipócrita em dizer que não faço o mesmo, pelo contrário! Mas acho profundamente interessante dividir o meu mês e meus finais de semana de diversão, para conferir a riqueza de exposições que está sendo jogada aos nossos pés, na nossa cidade, nos mesmos centros culturais de sempre e a gente nem se quer vê a programação.
Então esse post, não só fica como dica, mas como hábito e também lembrete para mim. Ah! Já ia me esquecendo: tudo que você pode vir a ter na vida, você pode perder. Mas conhecimento, minha gente… é seu, e ninguém tira.
Roteirinho básico com algumas exposições que estão rolando aqui no Rio de Janeiro e que valem a pena conferir. Arte, fotografia e muita inspiração!
- ARTE
DO ART NOUVEAU AO ART DÉCO
Mulher do marchand Isaac Krasilchik, sócio da galeria de arte paulistana A Ponte, Bertha Krasilchik apresenta 238 peças de sua coleção, acumulada desde os anos 50. A maior parte do acervo é composta de joias — são mais de 100. Além disso, há uma série de objetos, como cigarreiras e estojos de maquiagem, todos confeccionados com materiais preciosos. Os objetos expostos oferecem uma aula sobre os dois estilos. Centro Cultural Banco do Brasil. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 30 de setembro.
ESPELHO REFLETIDO — O SURREALISMO E A ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA
Publicado em 1924, o Manifesto Surrealista influenciou amplamente a vanguarda artística europeia no período entreguerras, mas não se restringiu àquele momento. Mesmo artistas brasileiros contemporâneos recorrem a elementos do movimento lançado pelo poeta francês André Breton (1896-1966), como mostra a alentada coletiva, que ocupa dois andares com cerca de 140 obras de 56 criadores. A variedade de técnicas é desnorteante, o que faz bem à visita: abrange desenhos, pinturas, instalações, fotografias, objetos, vídeos. Em meio à atraente estranheza dos trabalhos, destacam-se aqueles impregnados de humor, como a série de figuras distorcidas nas ilustrações de Roberto Magalhães e a gigantesca mosca de pelúcia morta no chão, de Camille Kachani. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 17h. Grátis. Até dia 29.
RIO CIDADE-PAISAGEM
O acervo iconográfico da Biblioteca Nacional serve de fonte para esta exposição sobre o Rio de Janeiro. Dividida em módulos que contemplam diversos pontos da cidade, como a Baía de Guanabara, a Floresta da Tijuca e Copacabana, a mostra reúne 120 itens, entre mapas, gravuras, desenhos, manuscritos, revistas, jornais e partituras. Biblioteca Nacional — Espaço Cultural Eliseu Visconti. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Grátis. Até 5 de agosto.
- FOTOGRAFIA
UM OLHAR SOBRE O CRUZEIRO: AS ORIGENS DO FOTOJORNALISMO NO BRASIL
Mais de 300 imagens integram a exposição sobre a revista O Cruzeiro, uma das mais importantes do Brasil no século XX, fundamental para o desenvolvimento do fotojornalismo no país. Registros de profissionais como Jean Manzon, José Medeiros, Peter Scheier, Henri Ballot, Pierre Verger, Marcel Gautherot, Luciano Carneiro, Salomão Scliar, Indalécio Wanderley, Ed Keffel, Roberto Maia, João Martins, Mário de Moraes, Eugênio Silva, Carlos Moskovics, Flávio Damm e Luiz Carlos Barreto estão presentes. Várias imagens aparecem como foram publicadas na revista, inseridas na página de uma matéria. Curadoria de Helouise Costa. Instituto Moreira Salles. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Estacionamento grátis. Visitas guiadas de terça a sexta, às 17h. Até 7 de outubro.
OLHAR TÁTIL — NOVOS SENTIDOS DA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA
Doze artistas participam da mostra, que reúne 21 ampliações em grandes formatos, sem unidade temática aparente. Paisagens, retratos e instantâneos têm, em comum, a proposta de desafiar a percepção visual. Os autores são André Sheik, Bruno Veiga, Henrique Koifmann, Ivani Pedrosa, Leonardo Aversa, Marcos Bonisson, Nadam Guerra, Paulo Sérgio Nascimento, Renato Velasco, Ricardo Fasanello, Teresa Salgado e Zeka Araújo. Um vídeo de Nadam Guerra, exibido em loop, completa o acervo. Curadoria de Mauro Trindade. Centro Cultural Justiça Federal — Gabinete de Fotografia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 28 de outubro.
A GOSTO DE NELSON
A Fundação Nacional de Artes promove no mês de agosto o festival “A Gosto de Nelson”. A mostra, que celebra os 100 anos de Nelson Rodrigues, vai levar ao público, durante todo o mês, as 17 peças escritas por ele. A montagem será feita por grupos e companhias de diferentes estados brasileiros, selecionados pela Instituição por meio do Edital Prêmio Funarte Nelson Brasil Rodrigues: 100 Anos do Anjo Pornográfico.
22 e 23/07 Bonitinha, mas ordinária (RJ) – Teatro Glauce Rocha
25 e 26/07 Toda nudez será castigada (RJ) – Teatro Dulcina
30 e 31/07 A serpente (RJ) – Teatro Dulcina
VIVA ELIS
Rico e diversificado, o material da exposição conta com cerca de 200 fotos de Elis Regina, além reunir trechos de entrevistas emblemáticas, ingressos, posters de shows, vídeos de apresentações, especiais de televisão, réplica de figurinos, revistas e jornais da época. Um documentário contendo depoimentos de vários artistas que trabalharam com Elis também faz parte da exposição. “O que deve emocionar mais as pessoas é uma sala onde poderão ouvir a voz de Elis sem acompanhamento instrumental, solo.” – comentou João Marcello Bôscoli. No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro — 1º andar. De 9 de agosto a 30 de setembro. Entrada gratuita.
Fonte: Veja Rio e Rio Show

